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Morte de menor: guarda alega legítima defesa, mas tiro foi dado pelas costas; crime foi reconstituído hoje pela DIG

Foi realizada nesta tarde, nas proximidades de uma das Inspetorias da Guarda Civil de Piracicaba, no Jardim Ibirapuera, a reconstituição  – reprodução simulada dos fatos – do assassinato de um adolescente de 16 anos registrado no dia 3 de maio deste ano.

O acusado, um guarda-civil de 51 anos, que foi preso 11 dias após o crime, foi levado para o local acompanhado de investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), chefiados pela delegada Juliana Pereira Ricci, do advogado dele, de um perito e um fotógrafo do Instituto de Criminalística de Piracicaba.

O guarda alega para a Polícia Civil que agiu em legítima defesa, mas o laudo do Instituto Médico Legal apontou que o tiro foi dado quando o menor estava de costas.

No dia do crime, logo após ter sido baleado, o adolescente  – que não possuía antecedentes criminais – foi socorrido por colegas que acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Até então era um crime de autoria desconhecia, mas, investigando, a equipe da DIG conseguiu esclarecer – três testemunhas apontaram o guarda-civil como autor.

Ele foi preso 11 dias depois, após ter sido decretada sua prisão temporária de 30 dias e agora a delegada Juliana conseguiu a prorrogação desta prisão que deverá se estender por mais alguns dias.

Assim que o inquérito estiver concluído, e todas as provas reunidas, a papelada será encaminhada ao Fórum.

O Guarda deverá responder pelo crime de Homicídio Qualificado, principalmente pelo fato de a vítima não ter tido a chance de se defender. Pela Guarda Civil corre um processo administrativo.

Foto: Divulgação.

redação

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