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Investigador do 5º DP livra mulher de ser morta pelo namorado; rosto dela estava desfigurado

O policial civil Leandro voltava do Fórum, ontem à tarde, e quando passava pela avenida Juscelino Kubitscheck – uma antes da rua Rui Barbosa -, na Vila Rezende, em Piracicaba, deparou com um jovem acenando para ele.

Leandro parou a viatura e foi informado que um cidadão havia arrastado alguém para o mato. Porém ele (testemunha) não viu se a vítima era homem ou mulher, mas observou que essa pessoa sangrava bastante.

Ao se aproximar do mato, o investigador ouviu o choro e a pessoa pedindo ajuda. “Entrei e quando olhei no sistema de esgoto vi o cara em cima dela. Só deu para ver que era mulher porque os seios apareceram, pois o rosto estava desfigurado”, disse o policial.

“Ele já estava puxando a calcinha dela, momento em que anunciei que era policial e gritei: deita. Ele saiu de cima dela, que estava aterrorizada, parecia sem forças. Ela correu direto para dentro da viatura, toda ensanguentada”.

Leandro deteve o autor, acionou a Polícia Militar que compareceu rapidamente. Também vieram equipes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), Guarda Civil, GOE da Polícia Civil, do helicóptero Águia e dos Bombeiros.

A mulher foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento da Vila Rezende e o autor para o Plantão Policial.

Leandro fez questão de enaltecer o apoio que recebeu das outras forças de segurança, principalmente do investigador Ivan que ajudou com a papelada.

“Não sei quem estava no atendimento 190, mas ao mesmo tempo em que eu passava a ocorrência os atendentes já iam acionando as viaturas que estavam nas proximidades. Foram muito hábeis”.

“Também não posso deixar de mencionar o rapaz que me chamou na rua porque, nos dias de hoje, muitas pessoas ignoram situações nas quais não estão envolvidas. Ele foi muito solidário”, destacou.

O investigador contou com apoio ainda do policial Maurinho, da Unidade de Inteligência da Polícia Civil, do delegado Fábio Rizzo de Toledo, que chefia o 5º DP, e agradeceu ao delegado plantonista Mário Bortoleto pela atenção que deu ao caso.

Terminado o flagrante, Leandro foi à unidade de saúde ver como estava a vítima. Mais calma, ela não parava de dizer que foi ele o policial quem a salvou.

“Ouvir isso valeu mais do que ganhar qualquer bem material”, disse Leandro que hoje já está de serviço novamente.

A mulher vai passar por exame de corpo delito.

redação

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